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sábado, dezembro 13, 2008

Sobre nada ou escrever

Assuntos, pensamentos...
Às vezes tenho necessidade de escrever, ás vezes tenho vontade de escrever, e não sei bem sobre o que.
O que me vai na mente: o que estou pensando neste momento? É quase meio dia de sábado. Um dia para aproveitar, já que não tenho trabalho, e nem compromissos importantes.
Não quero ficar o dia todo aqui, na frente do computador e deixar o dia rolar, sem ver gente, a rua, o sol.
Hoje brilha o sol, apesar de ontem ter chovido e anteontem mais ainda.
Quero ler, a leitura me distrai, me encanta, me absorve totalmente.

No entanto o que quero ler não são os livros que tenho aqui em casa e ainda não li.

Queria ler algo que arrebatasse totalmente o meu pensamento.
Como A Casa dos Espíritos, Retrato em Sépia, Pássaros Feridos, A Filha de Mistral, Amor nos Tempos do Cólera e O Tempo e o Vento e tantos, tantos outros.
Boa idéia. Vou almoçar e ir a biblioteca, ver se empresto um livro arrebatador!
Preciso de romance, de amor, de fantasia, de realidade misturada ao irreal, ao cotidiano.
Quero viajar!

ISABEL ALLENDE DEU UMA ENTREVISTA A PLAYBOY EM Agosto de 1999 ONDE DISSE:

"Em torno do meu trabalho há rituais. No meu escritório há sempre flores.
E nunca deixo de acender uma vela quando começo a escrever, porque assim chamo a inspiração.
Como não uso relógio, uso a vela para marcar o tempo. Ela dura entre seis e sete horas - então é isso que vou escrever durante o dia. Acabou a vela, acabou o trabalho."










quinta-feira, dezembro 04, 2008

Chamado da natureza


MEL

Doce Mel, linda Mel.
Ontem fiquei muuuito nervosa e irritada.
Apesar de todos meus cuidados com Mel, nossa cadela que está no cio, ontem ela acabou cruzando.
Deixei ela presa, na coleira, nos fundos, com o portão sempre fechado, para evitar cães do sexo masculino, a semana toda.


No entanto, meu filho deixou suas amigas entrarem para brincar, e uma delas esqueceu o portão aberto.
Deu no que deu! O cãozinho da vizinha da outra rua, invadiu meu quintal e cruzou com a minha Mel.
Quando eu vi o acontecido, pirei!
Gritei, xinguei, mandei aos berros todo mundo sair de casa, joguei água no cachorro, o que não adiantou nada.
Possessa, fui para a escola, eram quase sete da noite, enquanto meu marido e meu filho João Pedro tentavam tirar o cachorro atracado na Mel.
Eles obviamente não conseguiram, pois tudo que havia a fazer era esperar...
Após uma hora de love, ele se foi, e segundo João Pedro, para dentro de minha casa...
Depois, espertamente fugiu pela sala e correu para rua, ficando próximo ao portão porque ainda queria mais!
Não é o fim da picada?



Hoje, menos irritada, fico pensando, daqui a dois meses teremos filhotinhos, lindos, fofos, apesar de sem raça.

Sinceramente, hoje me senti, ao me aproximar de casa, meio como uma mãe que descobre que sua filha está gravida na adolescência, uma coisa meio de não querer e querer, de não gostar e não poder fazer nada, sei lá...
Não queria castrá-la antes de ter ao menos uma cria, mas também não queria que tivesse cria agora, pois ainda tem dois anos apenas.
Não queria que fosse com qualquer caõzinho sem raça que por acaso passa pela rua, mas sim com um cão cocker como ela.
Mas não querer as coisas nem sempre adianta, não é mesmo?
As coisas acontecem muitas vezes sem que a gente queira.
E existem problemas muito maiores na vida...