Chamado da natureza


MEL

Doce Mel, linda Mel.
Ontem fiquei muuuito nervosa e irritada.
Apesar de todos meus cuidados com Mel, nossa cadela que está no cio, ontem ela acabou cruzando.
Deixei ela presa, na coleira, nos fundos, com o portão sempre fechado, para evitar cães do sexo masculino, a semana toda.


No entanto, meu filho deixou suas amigas entrarem para brincar, e uma delas esqueceu o portão aberto.
Deu no que deu! O cãozinho da vizinha da outra rua, invadiu meu quintal e cruzou com a minha Mel.
Quando eu vi o acontecido, pirei!
Gritei, xinguei, mandei aos berros todo mundo sair de casa, joguei água no cachorro, o que não adiantou nada.
Possessa, fui para a escola, eram quase sete da noite, enquanto meu marido e meu filho João Pedro tentavam tirar o cachorro atracado na Mel.
Eles obviamente não conseguiram, pois tudo que havia a fazer era esperar...
Após uma hora de love, ele se foi, e segundo João Pedro, para dentro de minha casa...
Depois, espertamente fugiu pela sala e correu para rua, ficando próximo ao portão porque ainda queria mais!
Não é o fim da picada?



Hoje, menos irritada, fico pensando, daqui a dois meses teremos filhotinhos, lindos, fofos, apesar de sem raça.

Sinceramente, hoje me senti, ao me aproximar de casa, meio como uma mãe que descobre que sua filha está gravida na adolescência, uma coisa meio de não querer e querer, de não gostar e não poder fazer nada, sei lá...
Não queria castrá-la antes de ter ao menos uma cria, mas também não queria que tivesse cria agora, pois ainda tem dois anos apenas.
Não queria que fosse com qualquer caõzinho sem raça que por acaso passa pela rua, mas sim com um cão cocker como ela.
Mas não querer as coisas nem sempre adianta, não é mesmo?
As coisas acontecem muitas vezes sem que a gente queira.
E existem problemas muito maiores na vida...

Comentários

Anônimo disse…
Oi Dri, as coisas são assim mesmo, a natureza não escolhe raça e a Mel foi como muitas meninas que vão pela 1ª vez com alguém que não merecia...
Mas apesar de tudo a Mel mesmo menina ainda, vai ser mãe e os filhotinhos vão ser amados por alguma família e alguma criança com certeza vai ficar feliz com a chegada do seu novo(a) mascote.
Pensa por esse lado, e espere eles nasceram p/ curtir cada um deles, ver os olhinhos se abrirem e depois escolher para quem vc vai doá-los com a maior dor no coração, pq a gente se apega nessas coisinhas, tão pequeninas e indefesas.
Estamos planejando ir p/ aí no Natal, falei com a mamãe, a san e a su hoje.
Em breve nos veremos
Amo vcs!
Flor
Costuma dizer-se: "é assim a vida!..."
Assim "como não se pode guardar o voo de um pássaro" não é, Flor?
Até pode ser que o acidente de percurso não dê em nada. Mas...já não sei se será que queres, Flor, será?!
Bj
António
Maysha disse…
Minha amiga como a compreendo.
Tambem tenho uma cadelinha, a Becas, que atiraram de um carro em andamento e eu recolhi.É uma rafeirota linda, perita em fazer disparates, gulosa até mais não. Mas adoro-a. E se morasse perto de si, dizia-lhe que ficava com um filhote da sua, caso o acidente de percurso dê em meis duzia de cachorrinhos lindos.
Fique bem, tenha um dia maravilhosamente feliz.
Adriana Roos disse…
Acho realmente que quero... Antonio e Déia e Mayra... João Pedro já imagina uns seis lá em casa!
Bjs
Sandra Roos disse…
Coisas da vida irmazinha... com seus filhos não vai ver esse 'lado da coisa'...

;)