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domingo, novembro 19, 2017

Será uma resposta de Deus?

Abandonar o "Direito", largar 25 anos de magistério superior, era necessário... Era necessário trilhar novos caminhos, reencontrar a magia da descoberta, conhecer o que não se conhecia.
Roubado do Pedro Nelito

Um pequeno texto de Fernando Teixeira de Andrade (1946-2008) sobre aquele momento que temos que tomar uma decisão na vida... 
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".



Procura-se um Amor para o resto da minha vida

Procura-se um amor para o resto da minha vida


Quando nos conhecemos gostávamos das mesmas coisas: música popular brasileira, Milton Nascimento, ler sobre qualquer coisa, pão sem manteiga (pão puro); andar de mãos dadas, praias desertas, sorriso fácil, carinho a qualquer hora, abraço apertado, beijo na boca( de língua,sem baba), tocar/ouvir você tocar violão e cantar , passear em parques, deitar na rede, passarinhos soltos, contemplar o verde das folhas, filmes de comédia romântica, fotografia, cheiro de chuva no chão de terra, olhar a Lua, contemplar o céu e o por-do-sol, tratar bem a todos, cumprimenta na rua até quem não se conhece, cuidar dos pobres, amar os animais, agradecer por tudo, andar de bicicleta, ouvir música enquanto viaja, viajar pra praia, andar de carro olhando a paisagem e curtindo o caminho, olhar as montanhas, brincar com crianças que não são suas - essa você me ensinou a gostar - rezar o  terço, ir a missa - essa eu queria que você fosse mais - assistir espetáculos de orquestra sinfônica, ir ao cinema, comer um lanche simples pra economizar, andar a pé, observando a rua, admirar as árvores floridas, comer fruta no pé, catar amora na rua e pitanga, assistir documentário sobre animais e plantas, ser honesto, ser educado, respeitar as diferenças, curtir cheiro de mato, relaxar ao invés de querer tudo super limpo e arrumado - essa eu te ensinei - conversar com nossos pais, curtir um domingo em família, com crianças, cunhadas, cunhados, irmãs, irmãos, sem reclamar de nada, aproveitar o Ano Novo em qualquer lugar, mesmo na rua, sem ter onde ficar...
E eu me pergunto, e agora? O que restou de tudo que gostavamos de fazer juntos?
O que ainda gostamos de fazer juntos?
Será mesmo que o relacionamento tem prazo de validade como diz a Sandra?
Será que de tdo que fomos, nestes vinte e dois anos juntos só sobrou mágoas e ressentimentos absurdos?
Será que não outra alternatica além da separação antes que tudo que fomos desapareça no que nos tornamos agora?